A prática jurídica na área dos acidentes de viação, acidentes de trabalho e danos corporais em Portugal revela frequentemente um profundo desequilíbrio entre as partes envolvidas.
De um lado, encontram-se seguradoras, habitualmente apoiadas por equipas jurídicas experientes, consultores médicos e recursos institucionais significativos. Do outro lado, está muitas vezes uma pessoa lesionada perante dor física, incerteza, pressão financeira, perda de rendimentos, tratamento médico, limitações permanentes e falta de acesso a informação jurídica clara.
Embora o sistema português de apoio judiciário procure reduzir este desequilíbrio, o acesso à proteção jurídica pode ser burocrático, complexo e lento. Na prática, muitas pessoas lesionadas têm dificuldade em obter apoio jurídico atempado e especializado no momento em que mais precisam.
O meu trabalho nesta área é orientado pela necessidade de reduzir essa assimetria. O objetivo é ajudar pessoas lesionadas a compreender os seus direitos, avaliar o valor real do seu pedido de indemnização por danos corporais e enfrentar as seguradoras com representação jurídica adequada, preparação técnica e dignidade.