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Dra. Anabela Ribeirinho
Dra. Anabela Ribeirinho
Cédula: 58495P
Ver na Ordem dos Advogados

Fui atropelado: siga estes 4 passos para proteger os seus direitos.

Informação essencial sobre os passos obrigatórios para garantir a segurança jurídica e preservação de provas. Para uma visão geral de prazos e seguro, veja Atropelamento: prazos, seguro e o que fazer hoje e o guia do peão atropelado.

1) Autoridades
Chame o 112 (PSP/GNR) para registo formal (auto) quando há feridos, fuga ou dúvidas.
2) Hospital
Registo clínico nas primeiras horas ajuda a fixar o nexo entre o atropelamento e as lesões.
3) Testemunhas
Recolha contactos de quem viu. A prova de dinâmica/culpa pode depender disto.
4) Advogado
Organize prova e comunicação com seguradora/FGA para evitar perdas de direitos. Veja o advogado de acidente de viação.
Atendimento confidencial
Informação clara e orientada à lei
Sem compromisso na avaliação inicial

Perguntas rápidas

Clique numa pergunta para ver a resposta curta e o próximo passo.

Consulte ainda guia geral sobre atropelamento, direitos no atropelamento e atropelamento a peão.

🚸 Foi numa passadeira?

Em atropelamentos em passadeira (art.º 101.º do Código da Estrada), a responsabilidade do condutor é normalmente muito elevada. Mesmo que a seguradora tente discutir visibilidade ou velocidade, estes casos tendem a justificar indemnizações relevantes, sobretudo com lesões físicas.

Aviso crítico: Não aceite propostas iniciais sem avaliação médica e jurídica completa.

🚦 Havia semáforo ou sinalização?

A existência de semáforo, sinal de cedência ou zona escolar pode alterar significativamente a repartição de culpa. Prova fotográfica e o auto policial são decisivos para proteger o peão.

Aviso crítico: Quanto mais cedo for recolhida prova, melhor a posição contra a seguradora.

🩺 Teve fratura, cirurgia ou internamento?

Fraturas, cirurgias e internamentos aumentam muito o valor indemnizatório. Nestes casos, é essencial documentar todas as limitações, tratamentos e impacto profissional antes de qualquer avaliação da seguradora.

Aviso crítico: As seguradoras tendem a subavaliar sequelas permanentes.

📄 Está de baixa médica ou sem conseguir trabalhar?

A baixa médica pode dar lugar a indemnização por perdas salariais, danos futuros e incapacidade temporária. O impacto na profissão é um dos fatores que mais influencia o valor final.

Aviso crítico: Guarde todos os comprovativos médicos e de rendimentos.

📞 A seguradora já lhe ligou?

Quando a seguradora contacta rapidamente, o objetivo é muitas vezes obter declarações ou acordos prematuros. É comum tentarem encerrar o processo antes de existir alta clínica definitiva.

Aviso crítico: Não assine nada sem aconselhamento.

💰 Já recebeu uma proposta de indemnização?

As primeiras propostas são frequentemente inferiores ao valor real, sobretudo quando há danos morais ou sequelas futuras. Uma análise jurídica pode identificar valores em falta (tratamentos, incapacidade, dano estético, quantum dolorisart.º 496.º e Portaria n.º 377/2008).

Aviso crítico: Aceitar pode impedir reclamações posteriores.

🚔 O condutor fugiu ou não prestou auxílio?

Atropelamentos com fuga são situações graves e podem envolver responsabilidade criminal e recurso ao Fundo de Garantia Automóvel. É essencial agir depressa para preservar prova e garantir cobertura.

Aviso crítico: Prazo e diligências iniciais são críticos.

👶 A vítima é criança ou idoso?

Atropelamentos envolvendo menores ou idosos tendem a gerar indemnizações mais elevadas devido à vulnerabilidade e impacto prolongado. Nestes casos, o acompanhamento médico e psicológico deve ser bem documentado.

Aviso crítico: As seguradoras minimizam frequentemente danos futuros.

🧠 Ficou com trauma psicológico ou medo de sair à rua?

Ansiedade, stress pós-traumático e alterações emocionais são indemnizáveis em Portugal. O dano psicológico deve ser acompanhado clinicamente para ser corretamente valorizado.

Aviso crítico: Não é “só psicológico” — conta juridicamente.

🚗 Foi atropelamento com TVDE, Uber ou veículo de empresa?

Quando envolve veículo profissional (TVDE ou empresa), pode haver enquadramentos adicionais e maior robustez de seguro. A responsabilidade pode estender-se à entidade empregadora ou exploradora.

Aviso crítico: Estes processos exigem estratégia desde o início.

Respostas rápidas às perguntas mais comuns

Se chegou aqui a perguntar “quantos dias tenho…”, comece por aqui. Se no fim ainda tiver dúvidas, pode contactar-nos, que teremos todo o gosto em esclarecer.

Como funciona o seguro em caso de atropelamento?

Em regra, a indemnização do lesado é paga pelo seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel do veículo responsável.
A seguradora pode recusar o pagamento à vítima se julgar que esta tem culpa. Oferece à vitima o valor mínimo que entende legal, o que depende da prova (auto/participação, testemunhas, fotos, registos médicos, dinâmica do acidente) e da avaliação que faz dos danos, dores e sofrimento da vítima.
Nunca se esqueça que o interesse da seguradora é sempre o de pagar o mínimo possível à vítima.

Quanto tempo tenho para apresentar uma queixa de um acidente?

Cada caso é um caso, e só um advogado lhe pode dar uma certeza sobre o seu caso concreto. Regra geral, quando o procedimento depende de queixa, existe um prazo legal (regra geral: 6 meses), contado nos termos aplicáveis. Há também situações em que não depende de queixa, onde os prazos podem ser maiores. Consulte um advogado para saber qual o seu prazo.

Quantos dias tenho para participar de um acidente?

No âmbito do seguro, existe uma regra de comunicação do sinistro “no mais curto prazo possível”, com limite típico de 8 dias para o segurado/tomador (varia com o contexto e o dever de comunicação). Mesmo sendo terceiro lesado, participar cedo ajuda a evitar perda de prova e atrasos.

O meu prazo já acabou. Não há nada a fazer?

Não desespere. Os prazos legais variam conforme as circunstâncias particulares do seu acidente. Muitas vezes podem ser extendidos. Sugerimos que consulte um advogado para saber como proceder.

Quanto tempo tem a companhia de seguradora para resolver um sinistro?

Há prazos de regularização e deveres de diligência (contactos, peritagens e posição sobre responsabilidade), que variam conforme haja danos materiais e/ou danos corporais, e conforme a documentação esteja completa ou não. É normal a companhia de seguros "arrastar" o processo mais do que desejaria a vítima. Faz parte do papel do advogado garantir que os prazos são cumpridos que os interesses do sinistrado são tidos em conta.

Como participar um acidente à seguradora?

Pode participar por formulário/área de cliente, email ou outros meios com registo. Se possível, use a Declaração Amigável (quando adequado). O essencial é: data/local, descrição, identificação do veículo/seguro, fotos, testemunhas, e — em caso de lesões — relatórios/exames e despesas. Guarde sempre uma cópia da documentação entregue

Quanto custa contratar um advogado num caso de atropelamento?

O custo de contratar um advogado para um caso de atropelamento depende de vários fatores, como a complexidade do acidente, a existência de responsabilidade civil, o grau de lesões e a fase em que o processo se encontra.

Em situações mais simples, os honorários podem começar em valores acessíveis, a partir de algumas dezenas de euros.

Em Portugal, é também comum que, mediante acordo com o advogado, os honorários sejam pagos apenas no final do processo, depois de o sinistrado receber a indemnização. Nesses casos, os honorários correspondem frequentemente, na prática, a uma parte do valor obtido.Este modelo permite que mesmo quem não tenha disponibilidade financeira imediata para suportar custos iniciais, consiga avançar com o processo e defender os seus direitos de forma adequada.

Se pretende saber quanto poderá custar no seu caso concreto, pode solicitar uma avaliação gratuita através do formulário, sem qualquer compromisso.

Qual é o valor da indemnização por atropelamento em Portugal?

Não existe um valor fixo para indemnizações por atropelamento em Portugal, pois cada caso é analisado individualmente.

Quando há danos corporais assinaláveis, as compensações podem variar desde alguns milhares de euros, em situações de menor gravidade, até valores superiores a 1 milhão de euros em casos muito graves, com incapacidade permanente ou consequências severas. Os valores reais, dependem de alguns factores, nomeadamente:

  • a gravidade das lesões e o tempo de recuperação
  • os danos patrimoniais (despesas médicas, perda de rendimentos, etc.)
  • os danos morais e sofrimento causado
  • a idade e capacidade de trabalho do lesado
  • o grau de culpa ou responsabilidade envolvido

Para obter uma estimativa realista, é essencial que o caso seja avaliado por um advogado com experiência em acidentes e indemnizações. Pode pedir uma análise gratuita e sem compromisso através do formulário disponível no site.

Pode ver na secção de exemplos algumas indemnizações recentes, atribuídas pelos tribunais portugueses.

Quanto tempo demora o seguro a pagar?

Depende do momento em que há assunção de responsabilidade e de os danos estarem quantificados. Em danos corporais, muitas vezes é necessário estabilização clínica/alta e documentação completa. Se existir proposta e aceitação, o pagamento costuma ocorrer em prazo curto; se houver divergência ou recusa por parte da seguradora, o processo tende a alongar e é altamente recomendável a ajuda de um advogado.

Quanto tempo tem o seguro para dar resposta?

A seguradora tem deveres de resposta e comunicação ao longo da regularização do sinistro. Os prazos concretos variam conforme o tipo de dano (material/corporal) e o estado do processo (peritagens, documentação, alta clínica).
Só um advogado pode garantir, depois de analisar a sua situação em concreto, se os prazos estão a ser cumpridos.

Fui atropelado, mas o condutor fugiu ou não tem seguro. O que devo fazer?

Em caso de fuga, deve fazer uma participação às autoridades (PSP/GNR) o mais rapidamente possível, fornecendo toda a informação que tiver (descrição do veículo, matrícula, dinâmica do acidente, testemunhas, fotos, vídeos).
Deve também recolher e guardar toda a prova possível (testemunhas, registos médicos, fotos, vídeos) e
consultar um advogado com urgência
, os primeiros dias são cruciais. Só um advogado pode avaliar o enquadramento para pedido de indemnização ao Fundo de Garantia Automóvel (FGA).

O que cobre o Fundo de Garantia Automóvel?

O FGA pode indemnizar em certas situações, por exemplo quando o responsável é desconhecido (fuga) ou quando não existe seguro válido. As regras e prova exigida variam, e é crucial documentar cedo (auto/participação, testemunhas, registos médicos).

Quer que validemos os prazos do seu caso com base nos documentos? Siga para o Formulário de Contacto respondemos em menos de 24h

Base legal (informação geral): DL 291/2007, Código Penal, art.º 115.º, Código Civil, art.º 498.º e Código da Estrada, art.º 18.º.

Exemplos de indemnizações em atropelamentos

Alguns exemplos nos tribunais, e respetivas indemnizações.

Passadeira com lesão ortopédica leve

  • Idade da vítima: 24 anos
  • Descrição: Peã atropelada em passadeira (art.º 101.º do Código da Estrada), contusão grave no joelho e outras lesões sem fratura exposta.
  • Lesões sofridas: Contusão no joelho com queixas residuais e défice funcional permanente muito baixo.
  • Indemnização atribuída: €25.000.
  • Ver decisão

Lesões gravíssimas e incapacidade quase total

  • Idade da vítima: 49 anos
  • Descrição: Peão atropelado em passadeira (art.º 101.º do Código da Estrada) por condutor distraído sob efeito de canabinóides.
  • Lesões sofridas: Lesões neurológicas gravíssimas, incapacidade permanente de 95% e necessidade de cuidados permanentes.
  • Indemnização atribuída: ~€460.000
  • Ver decisão

Estes são apenas alguns exemplos ilustrativos. Cada caso é diferente, e só um advogado credenciado lhe pode dar aconselhamento legal. Não dispensa a consulta de um advogado.

O essencial a fazer, e quando fazer

Dicas e sugestões de quem já lidou com muitos atropelamentos.

  1. 1

    No próprio dia:
    Faça a participação às autoridades sempre, e procure tratamento hospitalar. Muitas vezes as sequelas aparecem tardiamente e a credibilidade das mesmas pode estar comprometida. Um relatório de urgência no dia do acidente pode ser uma prova essecial.

  2. 2

    Primeiros dias:
    Escreva um relato do que se lembra do acidente. Os atropelamentos são eventos muito traumáticos, e um mecanismo de defesa frequente é esquecer detalhes importantes ou imaginar pormenores imprecisos, que podem afetar a sua credibilidade perante as autoridades e a seguradora.
    Guarde todos os documentos e registos médicos. Nunca entregue originais.

  3. 3

    Fase seguinte:
    Concentre-se na sua recuperação. Questione a seguradora e os médicos se tiver dúvidas. É um direito seu.
    Recomendamos que mantenha um diário atualizado dos sintomas que vai sentindo. Esquecer-se de pormenores pode custar-lhe muitos milhares de euros no futuro.

  4. 4

    Aceitação ou recusa da seguradora:
    A seguradora toma posição sobre o acidente. Em caso de não aceitação da responsabilidade recomenda-se o envolvimento imediato de um advogado para garantir que tem a maior probabilidade possivel de receber a indemnização a que tem direito.

  5. 5

    Proposta e Negociação:
    No caso de a seguradora aceitar a responsabilidade, inicia-se a fase de proposta e negociação para a indemnização. Pode e deve negociar sempre a proposta da seguradora. Há quase sempre base legal para aumentar os valores propostos. Lembre-se que a seguradora tem sempre o interesse de lhe pagar o mínimo possivel.
    A presença ou o auxilio de um advogado que tenha a experiência prévia de dezenas ou centenas de negociações, e com conhecimento profundo da lei, aumenta em muito a sua probabilidade de obter uma compensação mais justa. Estes serviços são normalmente relativamente baratos, e ajudam-no a garantir os seus direitos.

  6. 6

    Se houver fuga/sem seguro ou desacordo com a seguradora:
    A avaliação do enquadramento para Fundo Garantia Automóvel, ou processo judicial, e prova necessária implica sempre o envolvimento de um Advogado. O envolvimento precoce ajuda a garantir um melhor resultado.

Como participar um atropelamento à seguradora (sem perder informação importante)

Se tiver 5 minutos, siga esta checklist.

  • Data/hora/local exato (link/mapa se possível)
  • Matrícula, marca/modelo, dados do condutor/proprietário (quando conhecidos)
  • Seguradora e apólice (se tiver)
  • Descrição curta e factual (sem “conclusões” emocionais)
  • Fotos/vídeos: local, sinalização, iluminação, marcas, danos
  • Testemunhas: nomes e contactos
  • Documentos médicos: urgência/consulta, relatórios, exames, receitas
  • Despesas: faturas, transportes, medicação, tratamentos
  • Incapacidade/baixa: declarações e comprovativos (se existirem)

Evite acordos improvisados no local. Em danos corporais, só com o tempo e documentação se quantifica corretamente o impacto.

Seguradora não responde ou está a adiar?

Quando um sinistro se arrasta, normalmente acontece por um destes motivos:

  • Falta de documentos essenciais (médicos, despesas, prova do local/dinâmica)
  • Divergência sobre responsabilidade
  • Lesões ainda em evolução (dano ainda não quantificável)
  • Peritagens pendentes

O que fazemos

  • Análise do ponto do processo (o que falta, o que já foi feito, próximos passos)
  • Organização de prova e documentação (para reduzir “vai e vem” com a seguradora)
  • Enquadramento de alternativas quando não há acordo

Condutor fugiu ou não há seguro? Quando o Fundo de Garantia Automóvel pode ser opção

O FGA existe para proteger vítimas em cenários específicos (ex.: responsável desconhecido/fuga ou ausência de seguro válido). Nestes casos, a prova é crítica e o tempo também.

Reassurance: sim, pode haver indemnização mesmo com responsável desconhecido — mas a prova é decisiva.

O que recolher (quando possível)

  • Participação/auto e identificação do local
  • Testemunhas e qualquer prova indireta (câmaras, registos, etc.)
  • Boletim clínico / documentação médica completa e evolução clínica (art.º 483.º e art.º 562.º do Código Civil)
  • Despesas e impacto no trabalho/rotina
Tenho fuga / sem seguro — quero saber como avançar

Documentos que normalmente aceleram o processo

No local do acidente

  • Fotos/vídeos do local
  • Contactos de testemunhas
  • Identificação do veículo e seguro
  • Participação/auto (quando exista)

Após o acidente

  • Relatórios/exames médicos
  • Despesas (faturas/recibos)
  • Comprovativos de rendimentos (se houver perdas)
  • Registos de tratamentos e evolução

Se não tiver tudo, não bloqueie: diga o que tem e o que falta. Nós ajudamos a estruturar.

Advogado responsável

Prática de atropelamento e acidentes de viação

Dra. Anabela Ribeirinho - Advogada de acidentes de viação

Dra. Anabela Ribeirinho

Prática focada em atropelamentos e acidentes de viação

10+ anos de experiência em direito rodoviário

Dedicação exclusiva a acidentes de viação e de trabalho

Membro da Ordem dos Advogados desde 2014

Acompanhamento de centenas de processos

"O nosso foco é fornecer orientação clara e objetiva, ajudando cada cliente a compreender os seus direitos e as opções disponíveis com base nos factos do caso."

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